domingo, 2 de janeiro de 2011

Híbridos de Lobo - Introdução

Começarei o ano desmistificando os mestiços entre cães e lobos numa série de postagens que poderão ser encontradas posteriormente no marcador “Híbridos de lobo”, organizadas pela data em que foram postadas.

“Híbridos” e “Cães Lobos”, utilizarei o termo “híbrido” para me referir aos mestiços recentes de cães com lobos visto que o termo “Cão Lobo” normalmente se refere às raças de cães reconhecidas pela FCI, o Cão Lobo Tchecoslovaco e o Cão Lobo de Saarloos.

Porém, quero deixar claro que este termo é errôneo e apenas servirá para evitar confusões ou mesmo a associação das raças caninas chamadas de “Cães Lobo” com os mestiços entre cães e lobos. A intenção do blog é basicamente falar sobre a nossa criação e trazer informações sobre os Cães Lobo Tchecoslovaco, porém, devido a grande quantidade de mitos que estão sendo espalhados em português em relação aos mestiços de cães e lobos, sendo eles referidos comumente como “Cães Lobo”, resolvemos esclarecer algumas coisas antes que ocorra a associação errônea entre os cães lobo mestiços e as Raças caninas de “Cães lobo”.

Hibrido de alta porcentagem - retirada de Wolfpark.org

Navegando pela internet, procurando especificamente em português, encontrei diversas pessoas afirmando grandes asneiras em relação aos híbridos como se fossem a mais pura verdade, desde que são naturalmente agressivos até o absurdo de que os mesmos teriam tendência a matar o próprio proprietário se o mesmo ficasse doente. Não imagino de qual história de terror as pessoas tiram tais mitos, mas parece que eles dão bastante ibope pois, basta um falar isso, para que se torne uma verdade absoluta num mar de pessoas que não tem idéia do que é um hibrido, assim tais mentiras são espalhadas rapidamente. Infelizmente tais boatos acabam respingando nos cães lobos (Raças), ao ponto de uma boa parte dos e-mails que recebo vir atualmente com a pergunta “São agressivos?” embutida.

Em relação ao termo “hibrido” se refere a um cruzamento entre animais de duas espécies diferentes o que, normalmente, resulta em animais de fertilidade limitada por algumas gerações ou simplesmente inférteis. Em 1993 o Cão Doméstico antes chamado de Canis familiaris fora reclassificado pelos taxonomistas, sendo que o cão domestico (Canis lupus familiaris) hoje em dia nada mais é do que uma variação domestica do lobo cinzento (Canis lupus), por este motivo é errado utilizar o termo “hibrido” para se referir aos mestiços entre cães e lobos .


Estes mestiços entre cães e lobos nada mais são do que cães com a adição recente de lobo em alguma geração. O objetivo principal dessa criação é a aparência, selecionam os animais vendo a aparência mais próxima possível de um lobo, ou do que o que eles imaginam e esperam que um lobo seja. Juntamente com a aparência, os bons criadores dão uma atenção especial ao temperamento e a saúde de seus animais, selecionando matrizes e padreadores a dedo e fazendo um forte trabalho de socialização nos filhotes.
Em alguns lugares os híbridos são feitos devido à impossibilidade legal de ter um lobo de estimação como animal de companhia.

Hibrido de baixa porcentagem - retirada de Wolfpark.org

São mais comuns nos Estados Unidos, antes mais difíceis de serem encontrados, hoje estão mais popularizados, não ficando apenas nos Estados Unidos mas também na Europa, normalmente os lobos usados nos acasalamentos são os Lobos Cinzentos e suas sub-espécies encontradas na America do Norte.

Quando se lê sobre estes híbridos encontramos palavras como Alta Porcentagem, Media porcentagem e Baixa Porcentagem, isso refere-se a porcentagem matemática de lobo presente em cada animal, ressalto que esta porcentagem é meramente matemática:

Em uma ninhada onde os filhotes apresentam 50% de lobo, teremos filhotes que apresentarão mais características de cão do que de lobo e vice-versa. Isso quer dizer que, geneticamente, um dos filhotes poderá ser mais cão enquanto outro será mais lobo, porém, ambos serão chamados de híbridos de media porcentagem e serão anunciados como 50% lobo.

Baixa Porcentagem: Refere-se a animais com menos de 30% de lobo, fenotipicamente espera-se que ele apresente majoritariamente características de cães, como olhos azuis, orelhas longas, cauda enrolada, pelagem com coloração diferente...

Media Porcentagem: Refere-se a animais com em torno de 50% de lobo, fenotipicamente espera-se que ele apresente já algumas características lupinas, como olhos âmbar oblíquos, orelhas peludas e menores ao mesmo tempo que características de cães aparecerão em mesmas proporções, como no formato do crânio, patas e proporções do corpo...

Alta porcentagem: Refere-se a exemplares com mais de 70% de lobo, fenotipicamente espera-se um animal muito similar a um lobo em todos os aspectos, porém pequenos detalhes poderão ajudar a desmascarar um hibrido de um lobo puro.

Quando falamos de criadores de híbridos de lobos, temos a porcentagem mencionada vinda do calculo feito pelo criador, matematicamente exata, quando estamos falando de animais resgatados ou mencionados em sites de abrigos, temos tais termos utilizados de acordo com uma avaliação física e comportamental do animal em questão.


Hibrido de alta porcentagem - retirada de wolfpark.org

sábado, 11 de dezembro de 2010

Importar ou não, eis a questão!

Os preços dos exemplares de criação nacional permitem que, com um pouco mais de investimento, o proprietário importe um cão do país de origem ou de qualquer outro local da Europa, porém, diversas dúvidas em relação a qual seria a melhor opção ficam no ar.

A importação de cães, principalmente de machos, é de extrema importância para a criação da raça na America Latina, qualquer macho importado, de boa procedência, será de grande interesse para a criação nacional, e sem dúvidas, será usado pelos criadores brasileiros se assim o proprietário permitir.

Infelizmente, Cão Lobo Tchecoslovaco trata-se de uma raça rara que está passando por um péssimo momento na atualidade, diversas ninhadas envolvendo cães atípicos, com fortes tendências a doenças e, normalmente, vindas de linhas que seriam perigosas para se adicionar a criação nacional, para completar a situação, normalmente estes péssimos criadores fazem questão de anunciar em português ou espanhol, na tentativa de vender pra cá os seus refugos, visto que estas ninhadas, como um todo, não são interessantes para o país onde nasceram.

Quero deixar claro, conhecimentos sobre genética, linhagens e saúde necessários para criar uma raça e mesmo para importar um cão, não são obrigação para um proprietário que deseja ter um cão de companhia apenas, mas que, por desejar colaborar com a criação nacional, optou por importar um macho, e que, infelizmente, acabou se tornando uma presa fácil para estes criadores de ética contestável.

Para evitar que isto aconteça, criei uma lista com as ninhadas anunciadas que serão de interesse para a criação nacional, vindo de parentes típicos, com grandes tendências a fazer filhos típicos e saudáveis, o intuito desta lista é especificamente guiar o novo proprietário, evitando que ele erre na sua escolha e acabe levando gato por lebre, a lista é atualizada sempre que uma nova ninhada, que preencha esses requisitos, é anunciada no wolfdog.org.

Quem tiver interesse pode acompanhar a lista aqui!

E quais são os prós e contras de se importar um cão?

Mesmo que o meu desejo seja de que ocorram diversas importações, não posso esconder o fato de que o único pró de importar um cão é a colaboração que ele poderá ser para a criação nacional a médio/longo prazo.

Infelizmente cães importados não têm garantias válidas de fato, visto que normalmente não é assinado contrato, isso significa que se o seu filhote vir a morrer por alguma doença vinda do canil ou por alguma má formação, o criador, caso seja sério, poderá te dar outro filhote, mas o transporte, que chega a custar mais que a metade do preço do filhote em si, ficará por sua conta.

Caso o seu filhote venha a apresentar displasia coxofemoral ou displasia de cotovelos, dificilmente você verá qualquer reembolso, ou mesmo a oferta de outro cão.

Você também não irá escolher de fato o seu filhote, dependendo completamente do bom senso do criador, isso significa que você poderá dizer que deseja o filhote A, mas quando chegar no Brasil, terá surpresa de que o filhote que chegou não foi o que você havia reservado.

Não digo que a comunicação com o criador seria um problema, pois caso o proprietário tenha qualquer dúvida em relação ao filhote, ou problemas no dia a dia, tenho a certeza de que, não apenas eu, mas os outros criadores de Cão Lobo Tchecoslovaco e mesmo os proprietários mais experientes, estarão dispostos a ajudar.

Enquanto a importar um cão adulto?

Como já foi dito anteriormente, Cão Lobo Tchecoslovaco trata-se de uma raça rara, dificilmente um criador irá anunciar uma boa matriz ou um bom padreador para a venda, ocorre às vezes de, por motivos pessoais, algum proprietário ter de se desfazer de seus cães, nesse caso dificilmente ele aceitará vender estes cães para um desconhecido, normalmente doando eles para alguém de sua confiança temporariamente.

Temos também raros casos onde, por questões financeiras ou problemas pessoais, um criador acaba aceitando vender um padreador ou matriz para outro criador, porém, isso é também uma relação que exige confiança , sendo que estes cães não são anunciados a público, mas negociados in loco.

As poucas vezes que encontrei cães adultos anunciados para a venda se tratavam de animais com fortes tendências a doenças e sem os resultados dos exames de saúde, também foi possível encontrar cães completamente atípicos, vindo de linhagens pra lá de suspeitas, o mais engraçado, é que em ambos os casos o anuncio mencionava orgulhosamente os títulos em exposição dos pais de tal cão e do cão em si, numa forma de iludir o leitor com uma falsa comprovação de qualidade.

Levando em consideração a distancia do Brasil em relação à Europa, as chances de conseguir trazer um cão adulto interessante para a criação caem astronomicamente, por isso, meu conselho é simplesmente esquecer esta possibilidade, visto que as chances de se arrepender são enormes.

E sobre a criação nacional?

A criação nacional está recém começando, estamos ainda na faze da introdução da raça no Brasil, dependemos de cães importados para aumentar ao máximo a diversidade genética da raça no país, porém, mesmo com tão pouco tempo de criação, a qualidade de nossos cães, não apenas pela tipicidade como também pelas linhas de sangue utilizadas, já é superior a da maioria dos países europeus, onde a historia da introdução da raça foi diferente, com um começo desastroso devido à importação de cães de baixa qualidade, aliada a falta de conhecimento do introdutor, que normalmente pouco conhecia a raça e pouco se preocupava com a seleção ou a qualidade dos cães, por vezes, sem mesmo ter idéia sobre como deve ser um exemplar da raça, de acordo com o padrão.

Os cães criados no Brasil são tão importantes para a criação quanto qualquer cão importado, visto que, da forma em que o trabalho de seleção está sendo feito, os filhotes produzidos no Brasil serão cruciais para o futuro da raça aqui, e futuramente, também serão para outros países.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E está chegando o verão!

Costumamos sempre sair com os cães mas nunca levamos a câmera, visto que os passeios são longos e com o tempo levar ela acaba se tornando um incomodo, dessa vez saímos com eles levando a câmera, mais para tirar algumas fotos, mostrar nossa Suricate Jezebeth em sua nova pelagem de verão e o NeoSuricatinho Arthas ainda com os restos da pelagem de inverno.


Arthas Taura Berá


Jezebeth z Peronówki & Arthas Taura Berá

Jezebeth z Peronówki

Arthas Taura Berá

Jezebeth z Peronówki

Arthas Taura Berá

Beeta Taura Berá

Bom, essa foto de Beeta foi feita semana passada e nada tem a ver com o passeio, mas está tão linda que resolvi compartilhar, afinal, ela irá para a sua nova casa nesse final de semana, logo, estou extremamente sentimental em relação a minha baixinha.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tórax - Profundidade do peito

Acompanhando algumas exposições no exterior, reparei que os juízes all-rounders estavam dando uma nítida preferência a cães atípicos, mas que tinham uma característica em comum: Cotovelos na mesma altura do peito.

Peito profundo, cotovelos na altura do peito.

Peito profundo, cotovelos na altura do peito, uma falta que afeta fortemente a movimentação do cão

Então dando uma olhada no manual de estrutura e dinâmica do cão encontrei a seguinte descrição;

"Peito pouco ou não muito profundo: É a terminologia usada para indicar uma caixa torácica que não chega até a linha dos cotovelos, independentemente do tórax ser profundo, como regra geral, constitui falta, entretanto, é típica em Galgos."

Não foi apenas nesse livro que encontrei a informação de que o peito pouco profundo caracterizava falta na maioria das raças, sendo mencionado como aceitável normalmente em cães do grupo 10.

Isso sem dúvidas colocou o Cão Lobo Tchecoslovaco e os juízes all rounder e uma situação complicada, visto que a raça, que encontra-se no grupo 1, possui como correto e desejável características que podemos encontrar majoritariamente em cães do grupo 10, que nada tem a ver com um cão lobo. Para compensar a situação, nossos juízes ao lerem o padrão da raça, ainda se deparam com a foto de um exemplar que apresenta nítidas faltas gravíssimas representando a raça como exemplo no padrão.

No final das contas temos o padrão da raça dizendo uma coisa, a foto ilustrada no padrão CBKC e o conhecimento para o julgamento da maioria das raças dizendo outra coisa completamente diferente.

Vamos ao que diz o padrão:
"Peito: simétrico, bem musculoso, amplo, em forma de pêra e estreitando-se em direção ao esterno. Sua profundidade não deve alcançar os cotovelos. A ponta do esterno não se estende além da articulação do ombro."

Bom, o padrão deixa claro que o peito não pode chegar à altura dos cotovelos, isso quer dizer em poucas palavras, o peito é pouco profundo.

Peito pouco profundo, correto para a raça, com a distancia correta de em torno de 2cm no espaço entre o peito e o cotovelo, a pelagem pode atrapalhar na avaliação desta característica.

O correto para o Cão Lobo tchecoslovaco é que exista uma distancia de 2cm entre o cotovelo e o peito.

Mostrando a distancia correta no espaço entre o cotovelo e o peito.

Muitas vezes a pelagem farta, principalmente no inverno, da impressão de que os cotovelos encontram-se na altura do peito, por esse motivo aconselho fortemente aos juízes tocarem no peito do cão logo acima do cotovelo, assim eles terão plena consciência da relação de distancia cotovelos x peito.

Peito pouco profundo com excelênte distancia entre o cotovelo e o peito, foto sem peiteira.


Mesmo cão, foto com peiteira, para mostrar o quanto o pêlo pode enganar a primeira vista.

O padrão da raça ainda deixa claro que os exemplares devem ser o mais parecido possível com um Lobo dos Cárpatos, então, vamos dar uma olhada na profundidade do peito dos Lobos dos Cárpatos:


Exatamente como descreve o padrão da raça.

sábado, 23 de outubro de 2010

E lá se foi Bahram!

Finalmente com tempo o suficiente para atualizar o blog em relação aos acontecimentos.
Dia 11 a matilha recebeu a visita de Amanda, proprietária do canil Jack's Wolfspack, e sua mãe, que vieram para buscar Bahram.
Após sobreviverem as boas vindas bem educadas de Belinha, nossa beagle zumbi, passamos a tarde conversando em meio aos cães e combinando o próximo encontro enquanto aturávamos as pinçinhas de Mona e Arthas tendo um ataque de infantilidade.

Como tudo o que é bom, aquela tarde passou rápido e logo estávamos nos despedindo de nosso pimpolho, que foi embora com cara de “O que é isso? Estão me seqüestrando!”.

Bahram Taura Berá

Logo Amanda nos enviou fotos do pequeno assim como nos presenteou com um lindo vídeo.



Consigo ver daqui a alegria de Bahram crente que estava livre daquela matilha de tiranos que viviam impondo limites, ledo engano, mal ele sabia o que lhe esperava.
Poucos dias depois ele se encontrou com a antiga moradora da casa, Lunita (Chyara Red Label Scotch), ganhando mais uma tirana em sua vida, uma tirana que sem dúvidas ajudará Amanda a ter menos trabalho para por ordem na casa, bom, com uma fêmea mais velha o máximo que Bahram poderá fazer é baixar as orelhas e aceitar seu destino, assim como fez Oskar, Arthas e Iran em sua antiga matilha.

Chyara Red Label Scotch (Lunita) & Bahram Taura Berá


Bahram é uma futura promessa para a raça aqui no Brasil, um cão extremamente promissor e com características que hoje encontram-se praticamente extintas nos exemplares da raça mundo a fora.

Amanda é uma criadora séria, consciente e honesta, que sem dúvidas será também um dos pilares da raça na América Latina.

Para quem quiser acompanhar as aventuras de Bahram assim como o trabalho de Amanda com os Huskies e Cães Lobos, basta acompanhá-la pelo blog do canil Jack's Wolfspack, que está também no “minha lista de blogs”.

domingo, 10 de outubro de 2010

O caso de Beeta

Marcamos com os proprietários para que viessem buscar os filhotes no feriado do dia das crianças, pelas reservas, era esperado que tanto Bahram quanto Beeta fossem para as suas novas casas no Paraná neste feriado.

Era esperado, porque infelizmente o que mais falta neste mundo são pessoas sérias e honestas, capazes de honrar a palavra ou pelo menos mostrar um pouco de bom senso.

A pessoa que havia reservado Beeta pareceu maravilhosa, experiente e séria, extremamente interessada em aprender, Beeta estava reservada para esta pessoa antes do primeiro mês. Devido a alguns problemas, não consegui me comunicar com o reservante combinando o dia para ele buscar Beeta por e-mail, semana passada então liguei para ele para deixar tudo marcado, combinamos que ele viria no feriado para buscá-la, no decorrer da semana enviei e-mails tanto com os dados necessários quanto para saber se ele viria de carro ou de avião, nenhuma de minhas mensagens foram respondidas e o scrap que enviei ao mesmo via Orkut foi apagado sem resposta, enviei uma mensagem pelo twitter, que de nada adiantou, tentei ligar ontem para ele, o telefone foi atendido e logo desligado, sem nenhuma palavra, nenhuma explicação, absolutamente nada, o contato depois disso foi impossível pois o telefone foi desligado.

Em resumo, ele desapareceu!

Fico me perguntando, custaria ele me dizer que não poderia ficar com a Beeta?
Durante este tempo recusei várias pessoas que queriam comprá-la pois ela já estava reservada, não acredito que tal pessoa não tivesse noção deste fato, não consigo pensar em nenhuma boa desculpa para que a reputação desta pessoa não fique completamente queimada comigo, visto que tudo leva apenas para as piores conclusões, o que foi feito mostrou a completa falta de consideração pelo nosso trabalho, pela raça e pelos cães.

Infelizmente esta não foi a primeira vez que algo similar aconteceu, na ninhada A tivemos o mesmo problema mas com outra pessoa, o que nos obriga, de agora em diante, a tomar medidas drásticas em relação as reservas de filhotes, logo será criado um tópico fixo, com o link destacado no topo deste blog, explicando como serão feitas as próximas reservas, e de agora em diante, o que tiver lá será seguido friamente.

Em relação à Beeta, ela está procurando um novo dono, um dono digno de tê-la, honesto e justo, sério, que tenha a capacidade de honrar sua palavra, características que faltaram no primeiro reservante.


Beeta Taura Berá

Em compensação Bahram estará indo para a sua nova casa amanhã! E é claro que isso merece um tópico separado. ;)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

E a Criança Cresceu!

Como mencionei anteriormente, Arthas de fato amadureceu depois da chegada dos filhotes, o mais engraçado é que ele não foi forçado a isto, visto que Jezebeth ainda cuida dele como um filhote, apenas dando menos atenção ao nosso pequeno brutamontes enquanto da mais atenção aos pequenos, vamos começar este causo pelo inicio.
Arthas foi o único filhote da ninhada A que permaneceu conosco, não encontramos um dono experiente e que nos passasse confiança o suficiente para ter um cão lobo tchecoslovaco macho que tinha tudo para ser extremamente dominante, exatamente como seu pai, sem dúvidas uma dor de cabeça para o novo proprietário até que ele atingisse a maturidade.

Arthas caçando Aerith =P

Arthas então ficou, roubando o lugar de filhote da Mona que na época devia ter seus 6 meses, tendo mais atenção principalmente pelo fato de ele ser o real filho do nosso casal alfa original, Jezebeth e Oskar, todos os da matilha mimavam Arthas, ele tinha a preferência na hora da comida, ele tinha a preferência nos brinquedos, ele era o centro das atenções, lá pelos quatro meses, extremamente mimado e socializado, ele começou a peitar os pais, o que criava um alto bate-boca no canil, após muito tempo ele foi aceitando de que Oskar é de fato pior e mais dominante que ele, e de que seu pai jamais entregaria sua posição na matilha facilmente.


Arthas mordendo Mona

Quando Iran chegou, as coisas começaram a mudar aos poucos:
Inicialmente Iran se apaixonou por Arthas pensando que ele era uma fêmea (Porque para Iran o mundo se resume a fêmeas), logo após a grande desilusão de Iran, ele passou a ficar ranzinza com Arthas, não tolerando as manhas do grandão, para completar o desastre na vida de Arthas, Jezebeth pouco se importava com o tratamento de Iran para com o seu filho.

Arthas logo após a chegada de Iran, se adaptando as mudanças.

Logo Beeta e Bahram vieram ao mundo, e com a vinda deles o paraíso de Arthas acabou, a primeira e mais chocante experiência de nosso garotão foi quando ele tentou se aproximar da caixa de filhotes com Jezebeth dentro, Jezebeth, não tolerando a presença do filhotão próximo aos recém nascidos, logo se colocou na frente de caixa alertando Arthas de que ela não teria piedade caso ele desse mais um passo a frente.
Em uma das visitas de Jezebeth à grande matilha, Arthas, ao ver jezebeth com as tetas cheia de leite, resolveu ir correndo em direção a ela, deu um “oi” e foi mamar (!!!), basicamente ele tentou mamar na Jezebeth 3 vezes, exatamente como um filhote.
Após algumas semanas com Jezebeth praticamente ausente, ela voltou... junto com mais dois filhotes capetas, simplesmente largando os dois aos cuidados de Mona e ... Arthas, nosso amigo não teve escolha a não ser tomar conta dos seus meio-irmãos com a direta e indiscreta supervisão de sua mãe, apenas a cara de Jezebeth deixava claro para a matilha, se qualquer coisa acontecesse aos filhotes, ela viraria uma fera.

Arthas ensinando os filhotes

Quando Arthas viu os filhotes, sua cara de espanto deixou claro para nós que ele não se imaginava tão grande quanto realmente era , Arthas de um dia pra outro virou um adulto, passou a cuidar e ensinar os filhotes de forma tão zelosa que mesmo nós ficamos impressionados, visto que ele conseguia ser mais “pai” pros pequenos do que o próprio pai da ninhada ou mais “mãe” que Jezebeth e Mona, chegamos a conclusão de que ele estava, na verdade, se divertindo em ser o irmão mais velho e ensinar aos filhotes.

Arthas mastigando um filhote

Hoje ele é um cão mais calmo, ainda um capeta, mas não mais aquele cão manhoso e delinqüente de antes, de fato foi uma evolução, agora vamos esperar para ver o que irá acontecer quando ele atingir de fato a maturidade, visto que nossa pequena criança recém completou o primeiro ano de vida.

Simplesmente Arthas!